“A maior parada do mundo merece o maior show da minha vida”, declara Pedro Sampaio na estreia com a Sephora
Artista participa pela primeira vez da Parada LGBT+ de São Paulo em coletiva com a Sephora e fala sobre representatividade, funk, envelhecimento e parcerias
Pedro Sampaio protagonizou sua primeira participação na Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ao lado da marca Sephora, em uma coletiva de imprensa repleta de emoção, representatividade e posicionamentos importantes. O evento contou também com a presença da gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão da Sephora, Marcele Gianmarino, e do diretor de Marketing, Cataldo Domenicis.
Logo no início da coletiva, Pedro agradeceu a presença da imprensa e destacou: “Uma coletiva com tanta gente… muito obrigado a cada um que tirou um tempo para vir aqui. A imprensa precisa ter uma relação amigável com os artistas. Eu valorizo muito isso.”
Representatividade e legado LGBTQIAPN+
Ao ser questionado sobre o envelhecimento na comunidade LGBTQIAPN+, Pedro mencionou Lulu Santos como referência: “Ele carrega uma bagagem importante e abriu muitas portas. Eu tive o privilégio de gravar um remix com ele, e ele foi muito gentil comigo.” O artista também refletiu: “Não existe futuro sem passado. A gente precisa entender a história para se posicionar.”
Pedro também afirmou: “Assumir minha bissexualidade foi um momento importante para mim. Fiz isso de forma grandiosa no palco do Lollapalooza, com fogos e com Lulu Santos. Isso inspira os jovens a se aceitarem.”
A força do funk como expressão cultural
Questionado sobre a criminalização do funk, Pedro defendeu: “O funk é um movimento cultural que salva vidas. Eu faço questão de abrir meu show na parada com funk. É libertador.” Ele reforçou a responsabilidade de artistas do gênero: “Apesar do preconceito, o funk ocupa mais espaço e mostra sua importância para a cultura brasileira.”
Sobre marcas e propósito
Pedro destacou o cuidado ao se associar a empresas: “Eu só me conecto com marcas que compartilham os mesmos valores que eu. A relação com a Sephora foi construída com propósito, escuta e verdade.” Durante a parada, a marca ofereceu serviços de maquiagem e remoção de maquiagem nos pontos oficiais, em iniciativa simultânea em mais de 21 países.
Momentos do show e colaboração internacional
Durante a coletiva, Pedro confirmou que o hit “Perversa”, parceria com J Balvin, estaria no repertório. Ele contou que a colaboração foi um sonho antigo: “Conheci o Balvin através da Anitta. Ele recusou a primeira música, mas amou a segunda. A ‘Perversa’ já estava pronta há um ano.”
O show, segundo ele, foi pensado inteiramente para o trio da Sephora. “Preparamos momentos únicos, mas nem sei se vai dar tempo de fazer tudo.”
Arte como resistência e celebração
Pedro refletiu sobre a força simbólica da Parada: “Quem acha que festa não é luta está enganado. A parada salva vidas. Cada gota de suor ali é resistência.” Em sua fala final, destacou que pretende voltar: “Espero que essa seja a primeira vez de muitas. Eu compro a briga mesmo, gosto de ser um agente da mudança.”
Parada histórica, com olhos no futuro
A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo teve sua primeira edição em 1997, com cerca de 2 mil participantes — muitos deles detidos. Hoje, 28 anos depois, reúne milhões de pessoas, autoridades, marcas e imprensa mundial. Quando questionado se o evento atingiu seu auge, Pedro foi enfático: “Não existe um auge. Existe continuidade. A cada nova geração, precisamos reafirmar nosso orgulho e seguir lutando.”




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