“O moleque tá pique tsunami, passando por cima da concorrência” diz MC Davi CPR sobre sua trajetória no funk

Entrevista exclusiva com Dra. Nádia Ribeiro aborda direitos autorais, rotina artística e os bastidores da carreira do funkeiro

MC Davi CPR, conhecido por hits virais e presença marcante nas plataformas digitais, foi o convidado da advogada e apresentadora Dra. Nádia Ribeiro para uma conversa descontraída e cheia de insights no canal da The Date News. A entrevista abordou temas como o registro de músicas, proteção de nome artístico, conciliação da vida pessoal com a carreira musical e os desafios do mercado do funk.

Sucessos e bastidores da criação

Durante a conversa, Davi relembrou algumas de suas faixas de maior repercussão, como “Mó friaca na madruga” e “Minha ex”, que viralizaram nas redes e ganharam coreografias de nomes como Melody e Maisa. Quando questionado sobre a autoria e registros das músicas, o artista afirmou que nunca enfrentou problemas legais, mesmo reconhecendo que muitos se inspiram em referências já existentes.

“Tudo já existe, ninguém inventa nada. Cada um faz do seu jeito e lança”, explicou o cantor ao justificar sua visão sobre originalidade e inspiração no meio musical.

Vida artística e estrutura profissional

MC Davi contou que está totalmente focado na carreira artística. Com apenas 16 anos, já possui rotina intensa entre gravações e compromissos com a produtora Authentic Records, localizada em Guarulhos (SP). Apesar da pouca idade, ele mostra responsabilidade ao cuidar pessoalmente das finanças e garantir que sua parte nos contratos esteja bem administrada.

“Minha parte eu que mexo. Sei onde posso gastar e o que preciso guardar. É importante pensar no futuro”, afirmou.

A Dra. Nádia aproveitou o tema para destacar a importância do artista entender seus direitos, tanto autorais quanto contratuais, e saber quem administra sua carreira. Davi confirmou que conta com apoio jurídico e uma equipe que o orienta quanto às decisões empresariais. “Se a empresa não mover junto com o artista, os dois param”, refletiu.

Prevenção e profissionalização no funk

Um ponto crucial da entrevista foi o alerta sobre o registro do nome artístico. Davi reconheceu que ainda não formalizou o nome “MC Davi CPR” no INPI, mas demonstrou interesse em resolver isso com sua equipe. A advogada destacou que a falta de registro pode colocar em risco toda a construção de imagem e carreira de um artista.

“Se alguém registra seu nome antes, você pode perder tudo. A marca é sua empresa, e o artista é também gestor do próprio negócio”, ressaltou Dra. Nádia.

Respeito, representatividade e mensagem final

Ao ser perguntado se já enfrentou preconceito por cantar funk, Davi foi direto: “Nunca. Sempre fui elogiado. As pessoas respeitam quando a gente se dedica”. Para ele, o funk ocupa hoje o espaço que antes era dominado por outros ritmos. “Antes era o samba, agora é o funk. A gente representa o que a periferia vive e sente.”

Encerrando a entrevista com carisma, o cantor mandou um recado ao público: “Tamo juntão, rapaziada! O moleque tá pique de tsunami, passando por cima da concorrência.

A conversa completa está disponível no Instagram oficial do cantor: @mcdavicpr

Sobre a Molho Records

A Molho Records nasce com um propósito ousado e necessário: revolucionar o funk mandelão pela raiz, devolvendo ao gênero sua autenticidade, potência estética e relevância cultural. Mais do que um selo fonográfico, somos um movimento criativo e cultural, feito para resgatar, amplificar e reposicionar a essência dos bailes de quebrada dentro da indústria musical contemporânea.

Nosso ponto de partida é inegociável. Valorizamos a cultura periférica, sua linguagem, seus códigos, suas sonoridades e sua capacidade de narrar o cotidiano com originalidade e força. A missão da Molho é ser ponte entre a vivência real das favelas e o mercado da música urbana, mantendo a verdade do fluxo como prioridade, sem distorções, sem filtros e sem moldes prontos.

Nosso diferencial está na experiência artística e coletiva. Diretamente da sede da GR6, realizaremos os campings criativos, encontros imersivos com artistas, produtores e beatmakers que irão criar fonogramas dentro de um ambiente que recria fielmente a atmosfera dos bailes e fluxos de favela. Cada detalhe será pensado para mergulhar os participantes na estética crua e vibrante do mandelão, da produção à entrega final.

Mas a Molho Records não se contenta com estética. Nosso objetivo é reescrever a história do funk mandelão. Queremos colocar na rua fonogramas com alto potencial de impacto, feitos para explodir nos streamings, tomar conta dos palcos e ecoar nos paredões. Vamos romper fronteiras e ressignificar o papel do mandelão dentro do mercado fonográfico com estratégia, qualidade e identidade.

Porque o mandelão é mais que um ritmo. É um modo de existir, de resistir, de contar o mundo sob outra ótica.
Molho Records é mais que selo. É vivência. É manifesto. É movimento.
É o mandelão em seu estado mais puro, bruto e potente.

 

 

Apresentador, jornalista e influenciador com vasta experiência em conectar marcas, pessoas, empresas e negócios. É CEO e Editor-chefe do portal “The Date News”, sendo uma figura presente e atuante nos meios artístico e corporativo.

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