“Na Blitz ninguém me pega!”: MC Bellatriz fala sobre carreira, direitos autorais e liberdade de expressão

Cantora e compositora revela bastidores da carreira no funk, comenta sobre preconceito, contratos e aprendizados jurídicos em entrevista com Dra. Nádia Ribeiro

Diretamente da sede da GR6, a advogada Dra. Nádia Ribeiro entrevistou a cantora e compositora MC Bellatriz, também conhecida como Bela Atriz, para o portal The Date News. Com carisma e autenticidade, a artista falou sobre sua trajetória no funk, sua liberdade artística e os desafios que enfrenta enquanto mulher negra em um estilo musical muitas vezes marginalizado.

Obras autorais e profissionalização

Durante a conversa, Bellatriz contou que compõe e interpreta suas próprias músicas, que já estão disponíveis nas plataformas digitais. Apesar de ainda não ter artistas famosos interpretando suas composições, ela acredita que seu trabalho já tem alcance significativo. “Tenho bastante música nas plataformas com meu nome artístico. Tudo feito com carinho e autenticidade”, afirma.

Sobre a questão jurídica, a artista revelou que ainda não tem contrato com nenhuma produtora, mas conta com o apoio de um produtor e de uma pessoa de confiança para lidar com questões contratuais e burocráticas. “Essa pessoa cuida bem da parte jurídica, inclusive da gestão dos fonogramas”, explica.

Preconceito, liberdade e representatividade

MC Bellatriz não esconde que já sentiu o peso do preconceito. “Ser mulher, negra e cantar funk ainda causa estranhamento em muita gente, mas aos poucos o público está entendendo que o funk é arte e merece respeito”, destaca. Ela também comentou que, até o momento, nenhuma de suas músicas foi censurada ou proibida por apologia ao crime.

Inspiração e processo criativo

Com uma linguagem direta, a funkeira compartilhou como nascem suas músicas. Segundo ela, as letras vêm do improviso e da observação do cotidiano. “Não é exatamente sobre mim, mas sobre o que vejo ao meu redor, o que o público está ouvindo, falando e vivendo”, diz.

Direitos autorais e novos aprendizados

A entrevista também trouxe um momento educativo, no qual a Dra. Nádia Ribeiro explicou sobre a importância dos contratos de namoro para artistas que desejam proteger seu patrimônio. Bellatriz, surpresa com a informação, reagiu com bom humor: “Tô sabendo agora, isso é babado!”.

A cantora confirmou que tem acesso aos dados de desempenho das suas músicas nas plataformas, mas ainda está em processo de aprendizado sobre os aspectos legais da carreira. “Estou evoluindo, mas tenho alguém que me orienta”, completa.

Agradecimento e recado final

Ao final da entrevista, Bellatriz agradeceu a oportunidade e deixou seu arroba para os seguidores: @mcbellatriz. Com bom humor, deixou uma palhinha da sua música e reforçou o convite para que produtoras interessadas conheçam seu trabalho. “Vai segurando, é mais uma da Bela Atriz, diretamente da GR6!”.

Sobre a Molho Records

A Molho Records nasce com um propósito ousado e necessário: revolucionar o funk mandelão pela raiz, devolvendo ao gênero sua autenticidade, potência estética e relevância cultural. Mais do que um selo fonográfico, somos um movimento criativo e cultural, feito para resgatar, amplificar e reposicionar a essência dos bailes de quebrada dentro da indústria musical contemporânea.

Nosso ponto de partida é inegociável. Valorizamos a cultura periférica, sua linguagem, seus códigos, suas sonoridades e sua capacidade de narrar o cotidiano com originalidade e força. A missão da Molho é ser ponte entre a vivência real das favelas e o mercado da música urbana, mantendo a verdade do fluxo como prioridade, sem distorções, sem filtros e sem moldes prontos.

Nosso diferencial está na experiência artística e coletiva. Diretamente da sede da GR6, realizaremos os campings criativos, encontros imersivos com artistas, produtores e beatmakers que irão criar fonogramas dentro de um ambiente que recria fielmente a atmosfera dos bailes e fluxos de favela. Cada detalhe será pensado para mergulhar os participantes na estética crua e vibrante do mandelão, da produção à entrega final.

Mas a Molho Records não se contenta com estética. Nosso objetivo é reescrever a história do funk mandelão. Queremos colocar na rua fonogramas com alto potencial de impacto, feitos para explodir nos streamings, tomar conta dos palcos e ecoar nos paredões. Vamos romper fronteiras e ressignificar o papel do mandelão dentro do mercado fonográfico com estratégia, qualidade e identidade.

Porque o mandelão é mais que um ritmo. É um modo de existir, de resistir, de contar o mundo sob outra ótica.
Molho Records é mais que selo. É vivência. É manifesto. É movimento.
É o mandelão em seu estado mais puro, bruto e potente.

Apresentador, jornalista e influenciador com vasta experiência em conectar marcas, pessoas, empresas e negócios. É CEO e Editor-chefe do portal “The Date News”, sendo uma figura presente e atuante nos meios artístico e corporativo.

Publicar comentário