“Eu era improvável, hoje sou inevitável”: Gilson Rodrigues lança o livro ‘O Filho da Mudança’ em São Paulo
Autobiografia reúne fé, superação e impacto social na trajetória do fundador do G10 Favelas
“Eu era improvável, hoje sou inevitável.” Foi com essa frase de efeito que Gilson Rodrigues resumiu sua história durante o pré-lançamento do livro O Filho da Mudança, realizado no Hotel Rosewood, em São Paulo. O título, publicado pela Literare Books International, será lançado oficialmente em 16 de setembro, data que marca o aniversário de Paraisópolis.
Uma homenagem às raízes e à mãe
Gilson Rodrigues nasceu no sertão da Bahia e cresceu em Paraisópolis, enfrentando fome, rejeição e invisibilidade. No entanto, foi nesse cenário que descobriu fé, propósito e pertencimento. “Sou filho da muda, minha mãe Maria Lúcia, mulher surda e silenciada, mas cheia de força. Este livro é uma homenagem a ela e a todas as mulheres que floresceram onde ninguém acreditava”, destacou o autor em entrevista ao portal The Date News.
O surgimento do G10 Favelas
A obra também narra a criação do G10 Favelas, movimento que une grandes comunidades brasileiras para gerar oportunidades e combater desigualdades. Projetos como o G10 Bank, a Favela Brasil Xpress, a Gastrô Favela e o Agro Favela Refazenda são exemplos de inovação. “A favela não precisa de salvação, precisa de oportunidade. Não coleciono troféus, abro caminhos”, afirmou Gilson Rodrigues.
Reconhecimento além das fronteiras
O líder social já palestrou na ONU, em Harvard e foi o primeiro a representar a favela no Opening Bell da Bolsa de Nova York (NYSE). Mesmo assim, faz questão de lembrar sua essência: “Nunca fui escolhido, eu escolhi continuar. Escolhi ser protagonista da minha própria história.”
Novos projetos e visão de futuro
Durante o evento, Gilson Rodrigues anunciou a criação da Academia da Prosperidade da Vida, iniciativa voltada à formação de lideranças comunitárias. Para ele, o livro não é apenas autobiográfico, mas um convite à transformação. “Se você já pensou em desistir, estas páginas são para você. A favela está falando, e o Brasil precisa escutar”, concluiu.




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