“É o custo do tratamento que assusta”, diz Val Marchiori sobre câncer de mama em programa da CNN
Empresária desabafa no Outubro Rosa sobre diagnóstico recente, gastos altos e falhas na cobertura dos planos de saúde
A frase-chave “É o custo do tratamento que assusta” dita por Val Marchiori marcou sua participação no programa especial da CNN Brasil sobre o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama. Em rede nacional, a empresária revelou seu diagnóstico recente e compartilhou, com emoção, os obstáculos financeiros enfrentados mesmo com plano de saúde.
“O meu caso mostra como tudo é muito rápido. Você recebe o diagnóstico e já precisa começar o tratamento. Mas mesmo com plano, tive que pagar cerca de R$ 60 mil pela cirurgia”, afirmou Val, com firmeza.
Cobertura dos planos de saúde ainda é confusa
Durante sua fala, Val denunciou o que chamou de “falta de clareza nas leis que regem os planos de saúde”. Segundo ela, os planos cobrem a estrutura hospitalar, mas não os profissionais médicos. “A Agência Nacional de Saúde precisa rever isso. No meu caso, só cobriram 10% ou 11% do valor total. E quem não tem condições de arcar com isso?”, questionou, visivelmente indignada.
A crítica de Val ecoa a realidade de muitas mulheres brasileiras que enfrentam não só a doença, mas também a burocracia e os altos custos.
Câncer de mama: tratamento pode ultrapassar dois milhões
Durante o programa, especialistas também alertaram para o valor crescente dos tratamentos oncológicos no Brasil. Em casos de câncer de mama, mesmo nos estágios iniciais, o custo total pode ultrapassar R$ 2,5 milhões, principalmente com o uso de drogas de segunda e terceira linha, cada vez mais tecnológicas, porém caras.
Apesar disso, o país caminha para consolidar-se como o maior sistema público do mundo no tratamento de câncer, conforme apontado por especialistas entrevistados.
Val Marchiori representa milhares de mulheres brasileiras
Ao compartilhar sua experiência pessoal, Val deu voz a milhares de brasileiras que enfrentam o câncer com coragem, mas também com preocupações financeiras e institucionais. Sua participação serviu de alerta sobre a urgência de políticas públicas mais claras, acessíveis e humanizadas.
“A gente precisa falar mais disso. Falar com verdade, com coragem. Porque o câncer não espera. E o tratamento não pode esperar também”, finalizou a empresária, com a emoção visível na voz.




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