“A mente de uma criança é um jardim: o que plantamos hoje florescerá por toda a vida”, afirma Dr. Pedro Nogueira
(Neli Nunes Goes, Técnica Mãe Coruja, Tutora Regional do Planifica SUS – X Geres)
Palestra conduzida pelo especialista destaca a importância da saúde mental na primeira infância e reforça o papel das famílias, escolas e profissionais de saúde na formação emocional das crianças
Falar sobre saúde mental na primeira infância é falar sobre o início da vida, sobre as bases emocionais, cognitivas e afetivas que moldam o futuro de cada ser humano. Com esse propósito, o Dr. Pedro Nogueira e o “Criança Feliz – CRAS” promoveram em ação conjunta a palestra Saúde Mental na Primeira Infância, na ESF Vanilda Torres Patriota, reunindo profissionais da saúde, educadores e familiares em um encontro marcado por aprendizado e sensibilidade.
Segundo o especialista, do nascimento até os seis anos de idade o cérebro humano passa por um período de intenso desenvolvimento. Cada experiência vivida, desde o afeto até a convivência, influencia diretamente na formação emocional e social da criança.
“Promover saúde mental desde cedo é investir em adultos mais empáticos e capazes de lidar com as adversidades da vida”, destacou o Dr. Pedro Nogueira durante sua apresentação.

A importância da saúde mental infantil
A saúde mental infantil vai muito além da ausência de doenças. Está relacionada à capacidade da criança de sentir, aprender, brincar e construir vínculos.
Quando se sente segura e acolhida, a criança desenvolve autoconfiança, aprende a lidar com frustrações e a expressar emoções de forma saudável.
Fatores que moldam o equilíbrio emocional
Vínculo afetivo: o amor e a presença dos cuidadores são o primeiro remédio para a mente. O vínculo cria as bases da autoestima e da confiança.
Ambiente estável: rotinas, limites e acolhimento são fundamentais. A falta de previsibilidade pode gerar insegurança e medo.
Brincar e aprender: a brincadeira é essencial para o desenvolvimento emocional e cognitivo. Por meio dela, a criança elabora sentimentos e aprende a resolver conflitos.
Comunicação e escuta ativa: dar voz à criança é permitir que ela seja ouvida e respeitada, mesmo quando ainda não domina as palavras.
Fatores de risco: violência, negligência, pobreza extrema e dependência química dos cuidadores podem deixar marcas profundas e comprometer o desenvolvimento emocional.

O papel da família, da escola e dos profissionais de saúde
O evento também contou com a participação de Neli Nunes Góes, Técnica do programa Mãe Coruja e Tutora Regional do Planifica SUS – X Geres, que fez o acolhimento e palestrou sobre a importância da integração entre família, escola e profissionais de saúde no cuidado com as crianças.
Em sua fala, Neli destacou que o suporte emocional começa no lar e se amplia no ambiente escolar, onde professores e colegas também exercem papel formador. “Cuidar da infância é uma missão coletiva que exige amor, limites e escuta ativa”, ressaltou.
De acordo com os especialistas, a construção de uma rede de apoio composta por educadores, psicólogos, médicos e assistentes sociais é essencial para identificar sinais precoces e garantir o desenvolvimento pleno das crianças.

Quando o comportamento pede atenção
Mudanças bruscas de humor, isolamento, irritabilidade ou regressões comportamentais podem indicar sofrimento emocional. Esses sinais devem ser observados com empatia e cuidado, nunca tratados como simples fases.
Um compromisso com o futuro
Cuidar da saúde mental na primeira infância é um ato de amor e de responsabilidade social. É garantir que cada criança cresça em um ambiente onde se sinta protegida, valorizada e capaz de florescer.
“Quando cuidamos da infância, cuidamos do futuro de todos”, reforçou o Dr. Pedro Nogueira ao encerrar sua palestra.





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