Entre saltos e sonhos, Naomi Fostter provou que ser você mesmo é o maior ato de coragem

Entre brilhos, saltos e muita atitude, Naomi Fostter é daquelas artistas que não apenas sobem ao palco, elas renascem nele.

“Naomi salvou minha vida quando Gabriel já não acreditava mais em si mesmo.”
Essa foi a frase que me travou por uns segundos. Porque, sim, é sobre isso: transformar dor em arte, e arte em poder.

Nascida no Brasil, Naomi hoje brilha em Portugal. Mas calma, não foi um caminho de purpurina o tempo todo. A história começa há sete anos, em Londrina, no Paraná, quando ela pisou num palco pela primeira vez. Ali nascia uma estrela.
O sucesso atravessou o Atlântico e pousou em Lisboa. Só que com o novo país vieram os desafios: idioma, cultura e o peso de ser uma drag e imigrante tentando se afirmar longe de casa.

“Ser estrangeira foi um dos maiores obstáculos. A aceitação não veio fácil. Mas foi justamente essa diferença que virou minha força”, ela conta com aquele brilho no olhar de quem venceu o próprio medo.

Do anonimato aos holofotes da noite lisboeta

Hoje, ela é residente da Posh Club Lisbon, um dos clubes mais icônicos da cidade, e já dividiu palco com Pabllo Vittar e Gloria Groove. Tá achando pouco? Pois ela é um dos nomes mais respeitados da cena LGBTQIA+ na Europa.

Mas, por trás da diva montada, ainda existe o Gabriel.

“O Gabriel criou a Naomi pra não desistir. Quando estou montada, ele se recolhe. É como se a Naomi me emprestasse a força que eu não tinha.”

É quase poético, e real demais.

A diva é internacional, bebê!

A arte de Naomi já cruzou fronteiras: Israel, Inglaterra, Suíça, Espanha e Portugal. Em cada show, ela entrega mais que performance, ela entrega identidade, emoção e resistência.

“Algumas pessoas vão te dizer sim, outras não. Muitos desistem no primeiro ‘não’. Mas tudo é um começo.”

Naomi fala com a calma de quem já entendeu que o sucesso é feito de recomeços e com o fogo de quem ainda tem muito pra conquistar.

No fim das contas…

Naomi Fostter é a prova viva de que a arte cura, transforma e liberta.
Às vezes, a gente só precisa se reinventar pra descobrir quem realmente é e brilhar ainda mais no processo.

E se você duvida que um salto alto pode mudar uma vida, é porque ainda não viu Naomi no palco

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