União não é discurso, é estratégia de proteção segundo Sophia Martins

“Movimento Elas Constroem” cresce em velocidade inédita e transforma dor em organização coletiva liderada por Sophia Martins

Em poucas horas, o mercado imobiliário brasileiro passou de disperso para articulado. O movimento Elas Constroem surgiu como resposta direta a um sentimento antigo de vulnerabilidade entre mulheres profissionais do setor. Idealizado pela empresária e autora Sophia Martins, o projeto nasceu não como manifesto, mas como ação prática de cuidado, prevenção e fortalecimento mútuo.

A criação aconteceu logo após o caso de violência envolvendo a corretora Daiana, em Goiás. Em vez de explorar o episódio como espetáculo, o grupo optou por agir com responsabilidade e método. Primeiro, reuniu mulheres em ambientes digitais seguros. Em seguida, estruturou canais de diálogo com instituições públicas e privadas. Paralelamente, começou a mapear riscos reais do trabalho externo, visitas técnicas e atendimentos individuais.

Em menos de 24 horas, o alcance impressionou. O Elas Constroem mobilizou participantes em 27 estados brasileiros e em sete países. Esse crescimento orgânico revelou algo que muitos ignoravam. Existia uma demanda reprimida por acolhimento, informação e pertencimento entre profissionais do mercado imobiliário.

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A força dos números

O Brasil abriga cerca de 630 mil corretores de imóveis. Aproximadamente 40 por cento desse total corresponde a mulheres, algo em torno de 250 mil profissionais. No cenário global, mais de seis milhões de pessoas atuam no setor imobiliário, com participação feminina variando entre 40 e 60 por cento conforme o país.

Apesar da presença expressiva, grande parte dessas mulheres trabalha isolada. Muitas realizam visitas sozinhas, negociam presencialmente sem rede de apoio e enfrentam situações de risco sem protocolos claros. O Elas Constroem entra exatamente nesse vazio institucional e humano.

Nesse contexto, a frase que se tornou guia do movimento reaparece como eixo central de ação. união não é discurso, é estratégia de proteção. Para Sophia Martins, essa ideia sintetiza o espírito do grupo. Ela defende que comunidade organizada reduz vulnerabilidades, amplia informação e cria mecanismos reais de segurança.

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Quem constrói junto

O movimento não se limita a corretoras de imóveis. Ele reúne advogadas, arquitetas, engenheiras, profissionais de marketing, contadoras e empresárias. Todas compartilham o mesmo ecossistema imobiliário e enfrentam desafios semelhantes no cotidiano profissional.

Essa diversidade fortalece o diálogo. Advogadas orientam sobre direitos e medidas legais. Arquitetas e engenheiras contribuem com padrões técnicos e de segurança. Profissionais de comunicação ampliam alcance e credibilidade. Assim, o Elas Constroem deixa de ser apenas um grupo e se transforma em rede estratégica.

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Frentes de atuação

O movimento trabalha em quatro pilares principais. Primeiro, articula com órgãos competentes para criação de políticas de prevenção e segurança no trabalho externo. Segundo, fortalece apoio jurídico e psicológico para mulheres que sofreram violência ou assédio. Terceiro, cria uma rede permanente de confiança e troca de informações entre profissionais. Quarto, incentiva empreendedorismo colaborativo, priorizando crescimento conjunto em vez de competição predatória.

Sophia Martins reforça essa visão em suas falas públicas. Segundo ela, quando mulheres se apoiam, o mercado inteiro ganha mais profissionalismo e responsabilidade. Para ela, proteção nasce de informação compartilhada e ação coordenada.

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Impacto e próximos passos

O Elas Constroem já demonstra resultados concretos. Grupos regionais organizam encontros, elaboram protocolos e estabelecem parcerias locais. Lideranças femininas surgem em diferentes estados e compartilham boas práticas. A cada semana, novas profissionais aderem espontaneamente.

Mais do que reação a um caso de violência, o movimento se consolida como mudança estrutural. Ele questiona práticas antigas, desafia o isolamento e propõe um modelo de trabalho baseado em cuidado, confiança e cooperação.

O ritmo acelerado de adesão indica que o setor imobiliário precisava dessa virada. Com união, propósito e ação coordenada, o Elas Constroem mostra que transformação não depende apenas de leis, mas de comunidade organizada e consciente.

 

Apresentador, jornalista e influenciador com vasta experiência em conectar marcas, pessoas, empresas e negócios. É CEO e Editor-chefe do portal “The Date News”, sendo uma figura presente e atuante nos meios artístico e corporativo.

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