Entre floresta e concreto, Cella lança “Efeito Borboleta”
Cantora amazonense une pop contemporâneo, referências amazônicas e experiências pessoais em álbum sobre transformação, despedidas e novos ciclos
A cantora, atriz e produtora amazonense Cella lançou nesta sexta-feira (08) o aguardado álbum “Efeito Borboleta”, primeiro projeto autoral de estúdio da artista. Com 10 faixas inéditas, o trabalho marca uma nova fase em sua trajetória ao aprofundar sua identidade musical, estética visual e narrativa artística. Entre floresta e concreto, Cella lança “Efeito Borboleta” como uma obra que traduz transformação, amadurecimento e coragem para recomeçar.
O álbum apresenta sonoridades que transitam entre dark pop tropical, elementos eletrônicos e influências amazônicas. Além disso, reforça o protagonismo de artistas nortistas dentro do cenário pop contemporâneo brasileiro. O projeto conta com participações de nomes como Ana Mady, Doral, Miss Tacacá e Lofihouseboy.
Álbum traduz mudanças e amadurecimento artístico
Inspirado na teoria do efeito borboleta, o disco parte da ideia de que pequenas ações podem gerar impactos profundos. Mais do que um lançamento musical, o projeto simboliza um processo interno vivido pela cantora nos últimos anos.
“Esse álbum fala sobre transformação. Sobre entender que algumas versões nossas precisam acabar para que outras possam nascer”, declarou Cella ao apresentar o conceito do disco.
A artista nasceu em Manaus e mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro, experiência que influenciou diretamente a construção visual e sonora do trabalho. O álbum explora justamente o encontro entre natureza e cidade, raízes e movimento.
“Existe em mim essa mistura entre raiz e movimento. Esse álbum abraça exatamente esse contraste”, afirmou.
“Encantaria” abriu caminho para nova fase
A faixa “Encantaria”, lançada anteriormente em março, foi responsável por apresentar ao público o chamado “CarimPop”, estilo criado por Cella que mistura carimbó e pop contemporâneo. A música traz referências à floresta amazônica, liberdade e ancestralidade.
Com percussões marcantes e atmosfera ritualística, a canção tornou-se uma das principais portas de entrada para o universo criativo do álbum. A proposta reforça a intenção da cantora de valorizar elementos culturais da região Norte dentro da música pop nacional.
Faixas exploram relações, identidade e pertencimento
Ao longo do disco, Cella mergulha em temas como autoestima, despedidas, pertencimento e reconstrução emocional. Em “Demais pra Você”, a artista fala sobre reconhecer o próprio valor após relações desequilibradas.
Já “MEU NORTE” aposta em uma sonoridade dançante para abordar reconexão com as origens e identidade pessoal. O interlúdio “+5592”, em parceria com Ana Mady, utiliza o código de área de Manaus para simbolizar uma ligação afetiva com sua terra natal.
Entre floresta e concreto, Cella lança “Efeito Borboleta” também como um retrato geracional. O projeto transforma experiências íntimas em linguagem estética acessível ao público jovem.
Faixas como “Veneno” e “Karma” exploram relações intensas, consequências emocionais e processos de libertação. Enquanto isso, os remixes assinados por Miss Tacacá e Lofihouseboy adicionam beats experimentais e texturas eletrônicas ao encerramento do álbum.
Carreira ganhou projeção nacional após reality musical
Conhecida nacionalmente desde sua participação no programa The Voice Kids, em 2017, Cella construiu uma carreira que transita entre música, audiovisual e teatro musical.
Recentemente, a artista protagonizou o espetáculo “Fala Sério, Mãe! – Elas Só Mudam de Endereço”, ao lado da escritora Thalita Rebouças, em temporada realizada no Roxy Dinner Show, em Copacabana.
Agora, com “Efeito Borboleta”, a cantora consolida sua assinatura artística e amplia seu espaço dentro da nova cena pop brasileira.
“Esse disco também fala sobre coragem. Porque mudar exige coragem. E espero que quem escute também se permita viver os próprios processos”, finalizou a artista.




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