Quem é Ajjotta? Conheça a trajetória da cantora, compositora e atriz pernambucana
Em um papo exclusivo com a coluna, a artista detalha sua trajetória de Moreno para o mundo, revelando como a dança e o teatro moldaram sua identidade musical
Existem artistas que parecem carregar um ecossistema inteiro dentro de si. Esse é o caso de Ajjotta. Em uma conversa exclusiva com a coluna Direto de PE, ficou claro que João Marcos Santos de Andrade (seu nome de registro) não é apenas uma cantora que decidiu subir no palco. Ela é uma construção detalhada de 27 anos de vivências, que passam pelo coro da igreja na infância, pela energia das bandas escolares na adolescência e por uma formação sólida como atriz e dançarina.
Natural de Moreno, a cantora mora em Vitória de Santo Antão há duas décadas, Ajjotta conversou com a coluna sobre esse amadurecimento e sobre como Pernambuco pulsa em cada uma de suas criações.

O despertar e a coragem de ser “corpa”
A história de Ajjotta com o microfone começou cedo, aos 3 anos, mas o “estalo” para o profissionalismo veio em um momento de coletividade. Ela nos contou que o projeto ‘Corpas Daqui’, em 2021, foi o divisor de águas. Ali, entre teatro, dança e artesanato, ela entendeu que sua voz era a ferramenta principal de uma performance muito maior.
Pouco tempo depois, ela se viu diante de uma multidão de 25 mil pessoas no espetáculo de Natal em Gravatá. Imagine o frio na barriga de sair das apresentações em aniversários para um mar de gente sob a luz da lua. Foi esse batismo de fogo que deu a ela a segurança para lançar, em 2024, o projeto audiovisual ‘Sinta’. Totalmente autoral, o trabalho mostrou que Ajjotta tinha o que dizer. E o público ouviu: o single ‘Me Dê a Mão’ já ultrapassa a marca de 100 mil plays nas plataformas, provando que o pop feito no interior de Pernambuco tem força de sobra para furar a bolha.
O teatro como escola de composição
O que mais chama a atenção na trajetória da artista é como ela não separa a música da atuação. Em 2025, enquanto muitos focariam apenas em singles para redes sociais, Ajjotta mergulhou no teatro. Ela estreou um drama adulto com seis faixas inéditas, criadas especificamente para a cena. Essa bagagem de “contar histórias” transbordou para o seu EP mais recente, o ‘Extra’, lançado em fevereiro de 2026.
No último Carnaval, Ajjotta levou esse repertório para a Praça da Matriz, em Vitória de Santo Antão. Durante dois dias seguidos, ela defendeu suas músicas autorais em pleno reinado de Momo, uma aposta ousada que foi abraçada pela cidade. Ela nos revelou que cantar o EP ‘Extra’ ali, no coração da cidade onde cresceu, foi uma das experiências mais marcantes desse novo ciclo.

O que vem por aí: Nordeste e o primeiro álbum
Ajjotta não é de ficar parada. Atualmente, quem mergulha em seu canal no YouTube encontra o projeto ‘Ajjotta Canta Nordeste’. É uma live performance onde ela regrava clássicos nordestinos, fazendo uma ponte entre o que veio antes dela e a sonoridade moderna que ela propõe. O clipe de ‘Pede Pra Mim’ é outro exemplo dessa estética visual cuidada que ela não abre mão.
Mas o que realmente brilha nos olhos da artista agora é o futuro próximo. Ela revelou à coluna que já está trabalhando no seu primeiro álbum de estúdio, que contará com 10 faixas inéditas. E para quem sente falta da Ajjotta atriz, ela planeja um espetáculo que vai unir essas novas músicas a uma performance teatral inédita.
Ajjotta é a prova de que a cena pernambucana continua se renovando com inteligência. Ela não entrega apenas música, entrega um conceito. E em tempos de algoritmos acelerados, parar para ouvir alguém que pensa a arte de forma tão completa é um respiro necessário.




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