“A Academia é cultura, é gente transformadora”, afirma Zaine Assaf na Casa de Portugal em envento da ABRASCI
Posse de Ives Gandra aos 91 anos reúne lideranças culturais e reforça o papel das academias na formação intelectual do país
A Casa de Portugal recebeu um dos eventos mais emblemáticos do calendário cultural paulista ao sediar a posse do jurista Ives Gandra Martins, que completou 91 anos em plena lucidez intelectual.
A cerimônia reuniu autoridades, acadêmicos, artistas e personalidades da vida pública brasileira, consolidando o espaço como um dos principais polos de debates culturais e institucionais da capital.
Mais do que um ato formal, o encontro simbolizou continuidade, memória e compromisso com a construção do pensamento crítico no Brasil.
Prestígio e diálogo entre cultura e direito
Entre os convidados esteve a soprano Carmen Monarcha, que fez questão de prestigiar o jurista e reforçar a ponte entre arte e pensamento jurídico.
Sua presença evidenciou como diferentes expressões culturais se encontram em ambientes acadêmicos para fortalecer o debate público e o patrimônio imaterial do país.
A solenidade também destacou a relevância da Casa de Portugal como espaço de convivência entre tradição e contemporaneidade, reunindo vozes diversas em torno de um mesmo propósito.
Zaine Assaf e a força das academias
Durante o evento, Zaine Assaf, reconhecida liderança acadêmica e referência cultural em São Paulo, concedeu entrevista exclusiva ao Portal iG e The Date News.
Questionada sobre o papel das academias na sociedade brasileira, foi direta e enfática. “Academia é cultura, é gente transformadora”, afirmou, deixando claro que essas instituições vão muito além de títulos honoríficos.
Segundo ela, ingressar em uma academia significa ampliar a visão de mundo, aprofundar o pensamento crítico e assumir responsabilidade social. Para Zaine, a formação acadêmica molda caráter, fortalece valores e promove consciência histórica.
Ives Gandra como exemplo vivo
A trajetória de Ives Gandra Martins foi citada por Zaine como prova de que a vida acadêmica transforma indivíduos e comunidades. Mesmo aos 91 anos, o jurista demonstrou vigor intelectual, emoção e disposição para dialogar com diferentes gerações.
Durante a cerimônia, ficou evidente que sua posse não foi apenas um ato simbólico, mas um momento de reafirmação da importância do saber. A dificuldade de se despedir dos convidados revelou o quanto o ambiente acadêmico representa pertencimento, afeto e propósito.
A ambiência que transforma pessoas
Ao ser questionada se o ambiente cultural molda indivíduos, Zaine não hesitou. Sim, muda profundamente, declarou. Para ela, espaços como a Casa de Portugal criam condições para reflexão, troca e crescimento pessoal. A ambiência cultural altera percepções, amplia sensibilidades e incentiva o compromisso com a coletividade.
Um ano atípico, mas promissor
Sobre a agenda futura das academias, Zaine destacou que 2026 será um ano atípico, marcado por Copa do Mundo e eleições. Ainda assim, garantiu que novas programações estão sendo estruturadas, com debates, eventos e homenagens já planejados. Segundo ela, a presença da imprensa cultural será fundamental para dar visibilidade a essas iniciativas.
Cultura como legado vivo
Ao final do encontro, ficou claro que eventos como esse ultrapassam o caráter cerimonial. Eles educam, inspiram e fortalecem a democracia cultural brasileira. A posse de Ives Gandra reafirmou que idade não limita pensamento e que experiência pode dialogar com renovação.
E a declaração de Zaine Assaf ecoou como um manifesto. “Academia é cultura, é gente transformadora.” Uma frase que sintetiza não apenas uma visão pessoal, mas um compromisso coletivo com o futuro do Brasil.




Publicar comentário