“A música precisa romper fronteiras”, diz Lipy sobre o Reggaeton Brasileño
Lipy apresenta fusão inédita que une sertanejo, reggaeton e afro house para expandir a música brasileira no cenário internacional
O artista Lipy movimenta a cena musical ao lançar o conceito de Reggaeton Brasileño, um projeto que nasce com ambição clara: levar o sertanejo para além das fronteiras brasileiras. Durante uma apresentação com o autor musical e empresário Maurício Mello, ele destacou a urgência de reinventar o gênero mais ouvido do país para conquistar mercados internacionais cada vez mais competitivos.
O desafio da língua e a busca por inovação
Ao analisar o histórico do sertanejo, Lipy questiona por que o ritmo, líder absoluto nas plataformas brasileiras há mais de uma década, ainda não alcançou o mesmo impacto global que gêneros latinos. Para ele, a barreira linguística é decisiva. O Brasil é o único país lusófono da América do Sul, enquanto os vizinhos hispanofalantes dominam o consumo musical do continente.
Esse ponto levou Lipy a afirmar: “A música precisa romper fronteiras”, frase que também orienta o DNA do projeto. No meio de sua explanação, ele reforça que esse rompimento só ocorrerá quando o sertanejo falar a mesma língua do mercado latino.

A parceria com Clarissa e a fusão de estilos
Com o objetivo de criar uma ponte entre o Brasil e o universo hispânico, Lipy uniu forças com a cantora Clarissa. Os dois desenvolveram uma combinação ousada: bases sertanejas tradicionais, regravadas por Clarissa em espanhol, somadas ao estilo vibrante de Lipy, que adiciona elementos de Afro House e a estética pulsante do reggaeton.
A proposta busca impactar diretamente o público do Brasil e, simultaneamente, alcançar países da América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia, ampliando o acesso de ouvintes que já consomem o gênero urbano latino.

O momento ideal para lançar o Reggaeton Brasileño
Com 2025 marcado pela força de artistas como Bad Bunny, Karol G, Ozuna, J Balvin e Shakira nas paradas internacionais, a aposta de Lipy surge na mesma maré global que impulsiona gêneros dançantes e urbanos. No Brasil, nomes como Anitta e Pabllo Vittar já incorporam elementos latinos às suas músicas, validando a tendência de fusões culturais.
A visão de Lipy é clara: transformar o sertanejo em um produto internacional consumível por quem hoje vibra com reggaeton. Para ele, esta é a oportunidade de reposicionar o gênero e ampliar o mapa da música brasileira no exterior.




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