“Advogado que não aprende a vender vai morrer pobre”, dispara Dr. Alan Honjoya
Mentor jurídico afirma que a advocacia exige mentalidade empresarial para sobreviver na era digital
“Advogado que não aprende a vender vai morrer pobre”, dispara Dr. Alan Honjoya. A declaração forte, feita no podcast “Ninguém Te Conta Isso”, apresentado pelo professor Castelo Branco, acendeu um debate direto sobre o futuro da advocacia no Brasil. O recado é claro. Quem não se posiciona como empresário tende a ficar para trás.
Com mais de 20 anos de carreira, Honjoya afirma que o mercado jurídico mudou radicalmente. Segundo ele, depender apenas de indicações já não sustenta um escritório. O cenário digital exige presença, estratégia e visão de negócio. Ele defende que o advogado moderno precisa unir técnica jurídica, gestão e marketing.
Marketing jurídico com ética e estratégia
Durante a entrevista, Honjoya comparou a advocacia a outras profissões. “O pastor vende fé, o médico vende saúde, e eu vendo justiça”, afirmou. Para ele, vender não significa desrespeitar o Código de Ética da OAB. Significa comunicar valor.
Ele reforça que produz conteúdo educativo nas redes sociais. Em vez de prometer resultados, ensina sobre direitos violados e orienta o público a buscar um advogado de confiança. Essa postura fortalece autoridade e gera confiança sem captação irregular.
A discussão acompanha as atualizações do Provimento 205/2021 da OAB, que regulamenta o marketing jurídico digital no Brasil. As regras permitem publicidade informativa, desde que respeite limites éticos.

Da pasta de documentos ao tráfego pago
Honjoya relembrou o início da carreira. Ele viajava pelo Brasil com uma pasta cheia de contratos para captar clientes presencialmente. Hoje, utiliza anúncios segmentados e estratégias digitais para falar diretamente com quem precisa de orientação jurídica.
A mudança revela mais do que tecnologia. Mostra mentalidade. Ele afirma que não basta ser bom tecnicamente. É preciso ser conhecido. O advogado que aparece, educa e resolve problemas conquista espaço.
Gestão, valor e posicionamento
Outro ponto central da entrevista envolve precificação e liderança. Honjoya critica a formação tradicional dos cursos de Direito, que ignoram disciplinas como vendas e gestão empresarial. Para ele, esse vazio compromete o crescimento profissional.
O mentor afirma cobrar R$ 10 mil por hora de consultoria estratégica. Ele destaca que delegar funções e formar uma equipe preparada transformou seu escritório. Em vez de centralizar tarefas, desenvolveu profissionais com mentalidade de donos.
“Advogado que não aprende a vender vai morrer pobre”, dispara Dr. Alan Honjoya novamente ao defender que conhecer o próprio valor é fundamental. Cobrar abaixo do mercado perpetua estagnação.
Estratégias para crescer em 2026
Honjoya ensina três pilares para prosperar no novo cenário jurídico. Primeiro, desbloquear a mente e assumir postura empresarial. Segundo, investir em networking qualificado. Terceiro, buscar mentoria constante em vendas e posicionamento.
Ele encerrou o episódio com uma reflexão prática. “Quanto mais você serve, mais o mundo devolve.” A frase viralizou entre advogados e reacendeu discussões sobre o futuro da advocacia.
O debate não envolve apenas marketing. Envolve sobrevivência profissional. Em um mercado competitivo e digital, técnica sem estratégia pode não ser suficiente.




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