“As pessoas se aproveitam da nossa voz sem permissão mas isso dá um problema gigantesco” diz MC Mari em entrevista à Dra. Nádia Ribeiro

Cantora fala sobre direitos autorais censura no funk desafios de ser mulher nordestina no cenário musical e revela quem cuida do seu jurídico

Em conversa com a Dra. Nádia Ribeiro para o portal The Date News a cantora MC Mari abriu o jogo sobre os bastidores de sua carreira no funk. A entrevista abordou temas como direitos autorais contratos com produtoras censura preconceito e administração jurídica e financeira. Logo no início Mari ressaltou a importância de proteger sua imagem e voz no cenário musical.

Direitos autorais e uso indevido da voz

MC Mari afirmou que todas as suas músicas passam por um processo de edição e registro feito pela produtora GR6 responsável pela distribuição nas plataformas digitais. Ela contou que já enfrentou problemas com o uso indevido de sua voz especialmente em capelas divulgadas na internet. Segundo ela muitas pessoas aproveitam esse material para criar versões não autorizadas o que gera prejuízos. A artista foi direta ao afirmar que o uso indevido sem autorização pode causar grandes problemas legais.

Contratos com produtoras e liberdade de expressão

Sobre os contratos que assinou ao longo da carreira Mari destacou que sempre houve transparência. Segundo ela os documentos são revisados cuidadosamente antes da assinatura e respeitam os acordos de porcentagens e direitos. Quando questionada sobre censura Mari disse que nunca teve músicas bloqueadas e defendeu a liberdade de expressão na arte. Para ela independentemente do tema abordado a música deve ser livre.

Funk e preconceito no meio jurídico e social

A cantora também falou sobre o preconceito enfrentado por artistas de funk principalmente os vindos da periferia. Em sua opinião esse julgamento não é apenas sobre o estilo musical mas também sobre a origem social dos artistas. Ela lembrou que o funk sofre preconceito constante e que a discriminação é ainda mais forte para mulheres nordestinas. Mari contou que sentiu esse peso ao chegar em São Paulo mas soube se posicionar e conquistar seu espaço.

Estilo marcante e identificação com o público

O estilo irreverente de MC Mari que inclui cabelo colorido roupas ousadas e dança expressiva é uma de suas marcas mais fortes. Ela acredita que seu público se identifica justamente com essa autenticidade. Segundo Mari seus fãs a reconhecem pelo jeito espontâneo e carismático e ela nunca sofreu discriminação por isso. Caso ocorresse garante que saberia se defender com firmeza.

Administração jurídica e estrutura financeira

No encerramento da entrevista Mari revelou que a responsável por sua parte jurídica é a própria Dra. Nádia Ribeiro que conduziu a conversa. Com bom humor ela brincou dizendo que a advogada é quem cuida de tudo com dedicação e carinho. Já a parte financeira fica sob a responsabilidade de uma equipe de contadores que atua dentro e fora da empresa garantindo que todas as receitas da cantora sejam bem administradas.

MC Mari agradeceu a entrevista com entusiasmo desejando sucesso à Dra. Nádia e reafirmando seu compromisso com a música. A entrevista está disponível no Instagram oficial da cantora @marioficial_ e no perfil da advogada @dranadiaribeiro.oficial.

Sobre a Molho Records

A Molho Records nasce com um propósito ousado e necessário: revolucionar o funk mandelão pela raiz, devolvendo ao gênero sua autenticidade, potência estética e relevância cultural. Mais do que um selo fonográfico, somos um movimento criativo e cultural, feito para resgatar, amplificar e reposicionar a essência dos bailes de quebrada dentro da indústria musical contemporânea.

Nosso ponto de partida é inegociável. Valorizamos a cultura periférica, sua linguagem, seus códigos, suas sonoridades e sua capacidade de narrar o cotidiano com originalidade e força. A missão da Molho é ser ponte entre a vivência real das favelas e o mercado da música urbana, mantendo a verdade do fluxo como prioridade, sem distorções, sem filtros e sem moldes prontos.

Nosso diferencial está na experiência artística e coletiva. Diretamente da sede da GR6, realizaremos os campings criativos, encontros imersivos com artistas, produtores e beatmakers que irão criar fonogramas dentro de um ambiente que recria fielmente a atmosfera dos bailes e fluxos de favela. Cada detalhe será pensado para mergulhar os participantes na estética crua e vibrante do mandelão, da produção à entrega final.

Mas a Molho Records não se contenta com estética. Nosso objetivo é reescrever a história do funk mandelão. Queremos colocar na rua fonogramas com alto potencial de impacto, feitos para explodir nos streamings, tomar conta dos palcos e ecoar nos paredões. Vamos romper fronteiras e ressignificar o papel do mandelão dentro do mercado fonográfico com estratégia, qualidade e identidade.

Porque o mandelão é mais que um ritmo. É um modo de existir, de resistir, de contar o mundo sob outra ótica.
Molho Records é mais que selo. É vivência. É manifesto. É movimento.
É o mandelão em seu estado mais puro, bruto e potente.

 

Apresentador, jornalista e influenciador com vasta experiência em conectar marcas, pessoas, empresas e negócios. É CEO e Editor-chefe do portal “The Date News”, sendo uma figura presente e atuante nos meios artístico e corporativo.

Publicar comentário