“Brasil só vai pra frente se tiver cultura”, afirma Regina Nunes na Casa de Portugal
Primeira-dama da Cidade de São Paulo, destaca papel das academias culturais e homenageia Ives Gandra em noite solene
São Paulo viveu um encontro de memória, arte e responsabilidade pública na Casa de Portugal, sede da Academia Brasileira de Artes e da Academia de Artes e Cultura. No centro desse momento esteve Regina Nunes, primeira-dama da cidade, que recebeu homenagens e também homenageou lideranças do pensamento jurídico e cultural brasileiro. Ao lado do jornalista Danilo Rasquinho, do Portal iG e The Date News, ela reforçou uma ideia que marcou a noite. Cultura, segundo ela, não é luxo. É política de desenvolvimento.
O evento reuniu acadêmicos, artistas, juristas e gestores públicos em um ambiente carregado de simbolismo histórico. Entre quadros, bandeiras e referências lusobrasileiras, Regina circulou com naturalidade. Cumprimentou convidados, posou para fotos e fez questão de falar ao público. Seu discurso conectou tradição e futuro, memória e inovação.
A frase que definiu a noite
Durante a conversa com Danilo Rasquinho, Regina foi direta e enfática. “Brasil só vai pra frente se tiver cultura”, disse ela, olhando para os novos acadêmicos presentes. A frase ecoou pelo salão e sintetizou o espírito do encontro. Para a primeira-dama, academias não são espaços elitistas. São pontes entre conhecimento e sociedade.
Ela argumentou que projetos culturais estruturados ajudam a formar cidadãos críticos. Segundo Regina, isso fortalece instituições e reduz desigualdades simbólicas. A fala também dialogou com a crise de leitura no país. Menos livros nas mãos, mais ruído nas redes, alertou.
Homenagem a Ives Gandra e à família
Outro momento central foi a homenagem ao jurista Ives Gandra, descrito por Regina como o maior do Brasil. Ela demonstrou emoção ao falar dele. Ressaltou sua trajetória acadêmica, sua ética e seu compromisso público. Lembrou ainda da presença de sua filha, a doutora Ângela, integrante da atual gestão municipal.
Para Regina, essa conexão entre família e gestão revela continuidade de valores. Não se trata apenas de currículo, afirmou. Trata-se de caráter, compromisso e legado. O público reagiu com aplausos longos e respeitosos.
A Casa de Portugal como símbolo vivo
A Casa de Portugal apareceu na fala da primeira-dama como patrimônio cultural ativo. Não um museu estático, mas um espaço pulsante de debates e criações. Ali, novos acadêmicos tomaram posse de cadeiras. Ali, tradições se renovaram sem perder raízes.
Regina destacou que eventos como esse aproximam gerações. Jovens artistas encontram mestres experientes. Pesquisadores dialogam com gestores públicos. A cultura deixa de ser distante e passa a ser cotidiana.
Cultura, internet e responsabilidade pública
Em outro trecho da entrevista, Regina tocou em um ponto sensível. Segundo ela, muitas pessoas deixaram de ler livros. Consomem apenas manchetes rápidas nas redes sociais. Por isso, eventos acadêmicos ganham importância estratégica.
Ela defendeu que governo e sociedade civil trabalhem juntos. Projetos culturais precisam de financiamento, mas também de participação popular. Sem público, não há cultura viva. Sem cultura viva, não há país forte.
Presença da imprensa e bastidores
Danilo Rasquinho conduziu a conversa com ritmo dinâmico e próximo. Perguntou, ouviu, provocou e registrou detalhes do ambiente. Sua presença reforçou o caráter público do encontro. Fotos, vídeos e relatos circularam em tempo real nas redes sociais, ampliando o alcance do debate.
Nos bastidores, Regina mostrou simplicidade e firmeza. Atendeu convidados, posou para fotos e manteve discurso coerente do início ao fim. Nada de improviso vazio. Apenas convicção clara.
O que essa noite revela sobre São Paulo
Mais do que um evento protocolar, o encontro revelou uma visão de cidade. Uma São Paulo que valoriza arte, história e pensamento crítico. Uma gestão que busca diálogo com instituições culturais tradicionais. Uma liderança que entende cultura como investimento.
No fim, Regina agradeceu a presença de todos e pediu mais registros fotográficos. Sorridente, encerrou a conversa com Danilo Rasquinho. Deixou, porém, uma mensagem permanente. Sem cultura, não há futuro consistente.
E essa mensagem continuará reverberando muito além das paredes da Casa de Portugal.




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