Como humanizar marcas
Autor do livro “Marketing Orgânico” fala como aproximar empresas dos clientes, transformar negócio em um ser com valores, histórias e propósitos
Trazer calor humano para os negócios, para as marcas, em plena era tecnológica. Reduzir a distância com as pessoas, os clientes. “Humanizar uma marca vai além de um discurso emocional – é sobre criar conexões reais”, diz o empresário e editor Luiz Borja, autor do livro “Marketing Orgânico – Essencial e Prático”. Ele afirma que a autenticidade e a escuta ativa são fundamentais. “Marcas que contam histórias reais, assumem vulnerabilidades e se posicionam com propósito conquistam não apenas clientes, mas defensores.”
Um exemplo? Luiz Borja aponta ações que envolvem responsabilidade social e produção cultural. “O consumidor valoriza quem faz a diferença.” Quando indagado se a tecnologia pode ser uma grande aliada, ele responde que sim, mas com um segredo: “Tem que ser como aquele amigo que facilita a conversa, não como o que fica no celular no meio do rolê”. Ele conta que já utilizou ferramentas, como o Waze para ajudar lojas pequenas a atraírem clientes do bairro. “No fim, máquinas entregam eficiência; pessoas, significado.”
Segundo ele, ferramentas são apenas instrumentos, mas o que faz a diferença é a forma como as pessoas humanizam cada interação. “No meu cotidiano, adoro usar áudios pessoais no WhatsApp (nada substitui o calor da voz para criar proximidade); e-mails que contam histórias (sempre evito aqueles textos genéricos e sem vida); conteúdo ‘feito à mão’ (prefiro fotos reais do dia a dia, não só produções superproduzidas)”, cita. Ele diz que admira empresas que sabem trazer autenticidade, como as que colocam funcionários reais nas campanhas, surpreendem com atendimento ultrapersonalizado, conectam-se com histórias verdadeiras das comunidades.
“No meu livro, exploro como estas empresas transformam ferramentas simples em conexões profundas – e o segredo nunca é a tecnologia em si, mas a humanidade que elas colocam em cada detalhe. Tudo se resume a tratar as pessoas como… pessoas, e não como números ou dados”, afirma Luiz Borja. Ele se declara um entusiasta da inteligência artificial (IA), mas com um pé atrás. “Pode ajudar? Pode. Mas precisa supervisão. Uso muito para traduzir o ‘juridiquês’. Já programei um bot que transforma termos chatos de contratos em linguagem simples. E isso é só o começo, cada vez mais a IA vai estar presente em nossas vidas, será como a internet foi no passado”, prevê.
O escritor acrescenta que humanizar uma marca é transformar um negócio em uma pessoa com valores, histórias e propósitos. “Mostrar os bastidores, dar voz aos clientes e criar narrativas reais fazem toda a diferença.” Quais os maiores acertos e erros das empresas? Ele explica que um grande ponto positivo é construir uma comunidade engajada, onde os clientes se sentem parte da história. “Já os maiores erros acontecem quando marcas tentam parecer algo que não são, forçando discursos vazios ou exagerando na automação. O que realmente cria vínculo é a transparência e a empatia, porque, no fundo, ninguém quer falar com um logotipo — querem conversar com pessoas”, afirma Luiz Borja.
Serviço
O livro “Marketing Orgânico – Essencial e Prático” “Marketing Orgânico – Essencial e Prático”
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