Empurrão ao vivo entre jornalistas da Band e Record pode gerar processo penal e cível, avalia a Advogada Nádia Ribeiro

Advogada dos famosos detalha possíveis desdobramentos jurídicos do caso envolvendo Lucas Martins e Grace Abdou

O episódio do empurrão ao vivo envolvendo os jornalistas Lucas Martins (Band) e Grace Abdou (Record), durante uma cobertura jornalística em Alumínio (SP), segue repercutindo nas redes sociais e agora ganha novas camadas de análise no campo jurídico. A advogada criminalista Doutora Nádia Ribeiro, conhecida por sua atuação em casos midiáticos e por defender diversas celebridades, esclarece os caminhos legais que a repórter pode seguir após a agressão sofrida diante das câmeras.

Esfera penal pode incluir vias de fato e injúria

Segundo Doutora Nádia Ribeiro, o gesto de empurrar, mesmo sem lesões aparentes, pode configurar o crime de vias de fato, previsto no artigo 21 da Lei de Contravenções Penais, ou até mesmo lesão corporal leve, caso haja comprovação de dor ou abalo físico (art. 129 do Código Penal). “Mesmo que a vítima não tenha ido ao hospital, a dor emocional ou física pode ser atestada por testemunhas ou exames simples”, explica.

Além disso, dependendo das falas trocadas no momento da agressão, pode-se incluir injúria (art. 140) ou constrangimento ilegal (art. 146), caso se comprove ofensa à dignidade da repórter.

Ação cível por danos morais e à imagem profissional

No campo cível, Grace Abdou pode ingressar com uma ação de indenização por danos morais, alegando constrangimento público, repercussão negativa e prejuízo à sua imagem profissional como jornalista. Jurisprudências recentes reforçam o direito à reparação mesmo sem agressão física, desde que comprovado o abalo emocional e o dano à honra em ambiente público.

Repercussões na esfera trabalhista e ética

A Band, emissora de Lucas Martins, poderá aplicar sanções internas de acordo com o código de conduta da empresa; como advertência, suspensão ou até desligamento. Também existe a possibilidade de a emissora ser co-responsabilizada caso se prove omissão diante de um ambiente competitivo e hostil. Grace ainda pode buscar respaldo junto à Comissão de Ética do Jornalismo ou em seu sindicato profissional.

O que diz Doutora Nádia Ribeiro

Doutora Nádia destaca que, nesses casos, a vítima tem até seis meses para representar criminalmente, além de poder acionar a Justiça Cível e recorrer a instâncias éticas. “É um exemplo claro de violação do respeito profissional. Além de atingir a integridade da repórter, o ato compromete a credibilidade da imprensa”, afirma.

Com mais de 13 anos de carreira, Nádia Ribeiro é uma das mais reconhecidas especialistas em direito criminal, digital, contratual, cível e familiar. Atua em causas de grande repercussão envolvendo artistas, influenciadores e comunicadores. Seu perfil no Instagram, com mais de 127 mil seguidores, tornou-se referência em educação jurídica acessível e defesa dos direitos individuais.

O caso Lucas Martins e Grace Abdou transcende a cobertura jornalística e entra no campo da Justiça. A análise de Doutora Nádia Ribeiro evidencia que há respaldo legal para que a jornalista busque responsabilização do agressor em várias frentes. A sociedade e os veículos de imprensa também são convocados a refletir sobre os limites éticos na busca por audiência.

Apresentador, jornalista e influenciador com vasta experiência em conectar marcas, pessoas, empresas e negócios. É CEO e Editor-chefe do portal “The Date News”, sendo uma figura presente e atuante nos meios artístico e corporativo.

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