Casada e mãe, Kaliane é formada em Marketing Digital, uma formação que impulsionou sua presença e atuação no universo espiritual.
Desde a infância, Kaliane foi envolvida pela cultura afro-brasileira, onde suas raízes ciganas a conectaram profundamente às práticas espirituais. Ela é praticante dedicada da Umbanda e da Quimbanda, além de integrar o Batuque do Rio Grande do Sul, sendo filha de Oxum. Atualmente, reside em Marau, onde fundou seu templo religioso, o Reino de Oxum.
Conhecida como Mãe Kali da Cigana ou Mãe Kali de Oxum, ela ganhou notoriedade através de sua Pombagira Cigana, que tem sido fundamental na resolução de questões consideradas impossíveis por muitos. Sua paixão pela vida e pela religião afro é evidente em seu trabalho diário, onde se dedica a ajudar pessoas a encontrar soluções para seus problemas e orientá-las com sabedoria.
Mãe Kali não realiza apenas atendimentos espirituais como Mãe de Santo e cartomante; ela também se envolve ativamente em ações sociais em sua comunidade. Seu objetivo é ser uma referência na disseminação de informações sobre sua religião e suas práticas. O templo que dirige conta com diversos filhos espirituais e clientes, e Kaliane compartilha essa jornada com sua filha de santo, que atua como seu braço direito na realização dos trabalhos espirituais e na gestão das redes sociais.
Os atendimentos espirituais oferecidos por Mãe Kali abrangem consultas presenciais e online, disponíveis para todo o Brasil e até mesmo para o exterior. Ela utiliza búzios e cartas para conduzir suas consultas e oferece uma variedade de trabalhos espirituais sob solicitação. Além disso, Kaliane recomenda banhos poderosos que potencializam as energias positivas para seus clientes.
A trajetória de Kaliane Jardim Perin é um testemunho inspirador da força da espiritualidade e do impacto positivo que ela pode ter na vida das pessoas. Com dedicação e amor pelo que faz, Mãe Kali da Cigana continua a iluminar o caminho daqueles que buscam orientação espiritual.
Mãe Kali é uma figura icônica na espiritualidade cigana, trazendo consigo uma rica herança cultural e religiosa. Sua trajetória começou no Batuque do Rio Grande do Sul, onde cresceu imersa nas tradições afro-brasileiras e na cultura cigana. Desde jovem, destacou-se por sua clarividência; aos 9 anos recebeu seu primeiro baralho e começou a oferecer previsões precisas às pessoas ao seu redor. Desde então, seu sonho de se tornar mãe de santo se tornou sua missão: ajudar, orientar e disseminar conhecimento espiritual.
Entretanto, o caminho não foi fácil. Residente em uma cidade do interior gaúcho, Mãe Kali enfrentou preconceitos enraizados na sociedade em relação às práticas espirituais ciganas. Ao longo de 20 anos, trabalhou arduamente para construir sua imagem e superar as adversidades. Com o tempo, aprendeu a transpor essas barreiras e se sente abençoada pela confiança conquistada tanto no Brasil quanto fora dele.
Uma das experiências mais marcantes em sua jornada espiritual ocorreu quando tinha apenas 7 anos. Em um cemitério, teve um encontro revelador com um ‘exu’, permitindo-lhe uma comunicação única com esse ser de luz. Essa vivência permanece viva em sua memória como um marco de inocência e conexão profunda com o mundo espiritual.
Hoje, como mãe de santo, Mãe Kali equilibra suas práticas espirituais com a administração do templo que também funciona como uma empresa. Ela realiza atendimentos variados que vão desde amarrações até trabalhos voltados para saúde e prosperidade financeira. Sua casa é um espaço onde as pessoas buscam orientação e soluções para seus problemas.
A relação de Mãe Kali com a comunidade cigana é profunda e significativa. Sua Pombagira Cigana, herdada da bisavó paterna, é um elo que une os fiéis em busca de ajuda espiritual. Através de sessões especiais, ela não apenas faz previsões mas também ajuda a resolver questões consideradas impossíveis, solidificando a confiança das pessoas no povo cigano.
Apesar dos desafios enfrentados pelas religiões ciganas na sociedade atual, Mãe Kali mantém-se firme e resiliente. Ela acredita na importância da luta pela igualdade social e defende que toda fé deve ser respeitada e valorizada. Para ela, o preconceito é apenas mais uma barreira a ser superada em sua missão de amor e luz.