Plataforma Eberick da AltoQi celebra 30 anos de atuação na engenharia estrutural do país
O ecossistema tecnológico desenvolvido em Santa Catarina impulsionou a digitalização da construção civil brasileira por meio de modelagem computacional avançada
A digitalização da construção civil nacional alcançou um marco significativo com o aniversário de três décadas do software Eberick, solução desenvolvida pela empresa AltoQi. Sediada em Florianópolis e acumulando 37 anos de experiência no mercado de tecnologia, a companhia introduziu a ferramenta em um período de profunda transição metodológica para o setor. O sistema, que originalmente nasceu para automatizar rotinas operacionais de engenharia, expandiu-se até se consolidar como um ecossistema analítico complexo. Atualmente, a plataforma integra de forma nativa o planejamento, a modelagem tridimensional e os critérios de segurança de edificações de múltiplos portes, estabelecendo um padrão de excelência reconhecido por calculistas de todo o país.
A transição tecnológica do cálculo estrutural
O desenvolvimento de projetos estruturais no Brasil dependia historicamente de cálculos manuais minuciosos ou do uso de ferramentas analíticas fragmentadas, o que reduzia drasticamente a previsibilidade técnica diante de grandes obras. No ano de 1996, a chegada de softwares integrados internacionais gerou uma forte pressão competitiva sobre o mercado interno. Para responder a esse desafio, a desenvolvedora tomou a decisão estratégica de migrar suas aplicações para o ecossistema Windows. Embora fosse uma escolha incipiente e de alto risco empresarial para a época, a mudança garantiu o pioneirismo necessário para que a plataforma atingisse a marca atual de 10 mil usuários ativos e cerca de 200 mil projetos desenvolvidos nos últimos dois anos, totalizando mais de 100 milhões de metros quadrados calculados.
Integração metodológica e precisão analítica
Em termos estritamente técnicos, o software atua como o núcleo operacional de projetos de engenharia civil, utilizando metodologias avançadas como a análise por elementos finitos para simular o comportamento de componentes estruturais sob condições severas de estresse físico. De acordo com o fundador da companhia, Rui Gonçalves, o desenvolvimento do sistema seguiu premissas rigorosas de engenharia sistêmica: “O Eberick surgiu de uma necessidade real do mercado: deixar de calcular estruturas em partes isoladas e passar a pensar o edifício como um todo, de forma integrada”. Essa transição de paradigma reconfigurou o perfil profissional da área, conforme detalha o especialista de Product Marketing, Luiz Fellippe de Souza: “O Eberick acompanhou, e em muitos momentos impulsionou, a transformação da engenharia estrutural no Brasil. Hoje, ele não é apenas uma ferramenta de cálculo, mas uma plataforma que apoia decisões mais estratégicas dentro dos projetos”.
O impacto prático no canteiro de obras e a visão do mercado
A evolução tecnológica reflete-se de maneira direta no canteiro de obras através da eliminação de improvisações e retrabalhos, transferindo a resolução de gargalos complexos para o ambiente digital por meio da metodologia Building Information Modeling (BIM). Processamentos matemáticos detalhados, que na década de 1990 exigiam dias de dedicação, agora são executados em segundos, permitindo a verificação rigorosa de variáveis como o impacto dos ventos, vibrações globais e estabilidade das fundações. Esse desdobramento otimiza o cronograma físico-financeiro das edificações, uma vez que os projetos chegam equalizados para a fase de execução. Essa robustez mercadológica é endossada por escritórios parceiros, como a Destrave Engenharia, representada por Ricardo Máximo: “Escolhemos o Eberick justamente por acreditar na qualidade da ferramenta. Os projetos cresceram e hoje fazemos grandes edifícios. Não só o software, como também a AltoQi tem sido grande aliada.”
A estabilidade e a versatilidade operacional oferecidas pela aplicação ao longo dos anos são validadas de forma recorrente por engenheiros que dependem do sistema diariamente. O projetista Karlo Vojciechovski corrobora essa percepção de confiabilidade ao relatar sua experiência: “projeto edifícios há anos usando a ferramenta AltoQi Eberick. Creio que isso já comprova a qualidade e versatilidade do software.” Da mesma forma, a equipe da RG Engenharia Estrutural destaca a longevidade dessa parceria técnica: “usamos AltoQi há mais de 10 anos. E pretendemos usar pelos próximos 50, pelo menos. Simplesmente são os melhores, em todos os sentidos”. Complementando esse histórico de avanço do setor, a Linear Projetos & Soluções relembra o início dessa jornada operacional: “Iniciamos na fase do hardlock físico, mas ainda vinha uma caixa com manual do Eberick. Temos ela até hoje. Que evolução!”.
Perspectivas futuras: inteligência artificial e automação cognitiva
As perspectivas de inovação para a engenharia de estruturas convergem para a aplicação intensiva de inteligência artificial generativa e para o avanço da industrialização em larga escala na construção civil. O ecossistema caminha para remodelar as atribuições dos projetistas, garantindo maior autonomia intelectual ao profissional técnico, segundo descreve Luiz Fellippe de Souza: “O engenheiro deixou de ser apenas operacional e passou a atuar de forma muito mais analítica e estratégica. Com o apoio da tecnologia, é possível antecipar problemas, simular cenários e tomar decisões mais assertivas ainda na fase de projeto”. Essa conectividade estrutural e preditiva tende a redefinir as métricas de desempenho industrial de toda a cadeia, conforme conclui Souza: “O Eberick não é mais só sobre cálculo. Ele conecta dados, pessoas e decisões. É isso que permite ganhos reais de produtividade, previsibilidade e qualidade na construção civil”.
As três décadas de história do Eberick consolidam um legado que transcende a automação computacional tradicional. A transição contínua da plataforma para a inteligência de dados visa refinar os processos preditivos e preparar o setor para patamares industriais avançados, mitigando imprecisões construtivas históricas. Rui Gonçalves reafirma que a perenidade do sistema reside na sua capacidade adaptativa: “A tecnologia nunca termina. Ela evolui com base nos problemas reais dos usuários. O Eberick é resultado direto dessa troca, daquilo que os engenheiros vivem no dia a dia dos projetos”. Paralelamente, o fundador projeta as próximas décadas sob as diretrizes da automação cognitiva: “Estamos evoluindo o Eberick para que ele funcione como um agente inteligente, capaz de auxiliar o engenheiro, sugerir melhorias e identificar inconsistências nos projetos”, assegurando a sustentabilidade de sua liderança no mercado nacional.




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