Menelaw Sete retorna à AMAERJ com a mostra Bahia em Cores para celebrar a cultura afro-brasileira
A exposição traz um recorte sensível da produção do artista baiano, destacando a força das cores e a memória afetiva da Bahia
A arte baiana ocupa, mais uma vez, um lugar de destaque no Rio de Janeiro. O renomado artista plástico Menelaw Sete inaugurou nesta semana a mostra intitulada “Bahia em Cores”, instalada na sede da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ). O evento de abertura contou com a presença de figuras influentes, como Fábio Dutra, presidente da Associação Nacional de Desembargadores, e Ansgar Heinrich Wolfgang Thune, cônsul honorário do Brasil em Palma de Maiorca, na Espanha, além de magistrados e diversos convidados que celebraram o retorno do artista ao espaço.
Uma Poética da Memória e da Identidade
A exposição apresenta um recorte sensível da vasta produção de Menelaw Sete, um trabalho marcado pela explosão cromática e por profundas referências afro-brasileiras. Inspirado pelo cotidiano pulsante de seu estado natal, o artista transforma elementos da cultura popular, a arquitetura histórica dos casarões e as tradições ancestrais em uma linguagem poética e visual única. Cada tela funciona como um espelho da alma baiana, onde a força da cor não serve apenas para decorar, mas para narrar a história de um povo e a vivacidade de sua herança cultural.

Um Retorno Histórico após Duas Décadas
Esta é a segunda vez que Menelaw Sete leva suas obras para os corredores da AMAERJ. O retorno carrega um simbolismo especial, já que a primeira exposição na associação ocorreu há 21 anos. Naquela ocasião memorável, o artista homenageou o icônico arquiteto Oscar Niemeyer. A relação entre os dois foi marcada por uma admiração mútua, com o próprio Niemeyer manifestando publicamente seu fascínio pela obra vibrante e arrojada de Menelaw Sete, o que ajudou a consolidar o prestígio internacional do baiano.
Arte como Espaço de Diálogo
Com curadoria de Jacy Ramos, a mostra “Bahia em Cores” reafirma o papel da arte como um terreno fértil para o encontro e a reflexão. Mais do que uma exibição estética, a exposição convida o público a um diálogo profundo entre diferentes experiências culturais, utilizando a plasticidade da Bahia para conectar o público fluminense à riqueza e à complexidade da identidade afro-brasileira.
Para aqueles que buscam um refúgio de beleza e história, a mostra se apresenta como uma oportunidade rara de contemplar o trabalho de um dos artistas mais autênticos e expressivos do Brasil contemporâneo.




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