“A tributação agora aumentou e pode chegar a 8%”, diz Dra. Nádia Ribeiro
Especialista explica impactos da reforma tributária e aumento da carga sobre patrimônios
A advogada Dra. Nádia Ribeiro acende um alerta importante para quem possui bens ou planeja sucessão patrimonial. Segundo ela, a reforma tributária já altera de forma significativa o cenário das heranças no Brasil.
De acordo com a especialista, a nova legislação trouxe mudanças diretas no ITCMD, imposto cobrado sobre heranças e doações. “A tributação agora aumentou de 4% até 8%. Então, fique de olho!”, destacou.
Mudança na alíquota impacta diretamente o bolso
Anteriormente, muitos estados aplicavam uma alíquota fixa de 4% sobre o valor dos bens. No entanto, com a entrada da Lei Complementar nº 227/2026, o modelo passa a ser progressivo.
Isso significa que quanto maior o patrimônio, maior será o percentual cobrado. Na prática, contribuintes com bens mais elevados podem pagar até o dobro do imposto.
Além disso, quem possui patrimônios menores também sofre impacto, ainda que com alíquotas iniciais mais baixas, variando entre 2% e 8%.
Valor real do patrimônio muda cálculo do imposto
Outro ponto crucial destacado por Dra. Nádia Ribeiro envolve a base de cálculo. Antes, era comum utilizar valores venais ou referências abaixo do preço real de mercado.
Agora, a nova regra exige que o cálculo seja feito com base no valor real do bem. Ou seja, imóveis e ativos serão avaliados pelo preço de mercado atual.
Segundo a advogada, essa mudança eleva significativamente o valor final do imposto. Um imóvel avaliado em um milhão de reais pode gerar cobrança de até 8% sobre esse total.
Impacto direto nos inventários e doações
Durante sua análise, Dra. Nádia Ribeiro reforça que o impacto não é apenas teórico. Ele já começa a afetar diretamente processos de inventário e doações.
Isso ocorre porque o pagamento do imposto é obrigatório para que a partilha dos bens seja concluída. Sem a quitação junto à Secretaria da Fazenda, o processo não avança.
Além disso, cada herdeiro recebe um boleto individual. Portanto, todos precisam quitar sua parte para que o inventário seja finalizado.
Fim de estratégias para reduzir impostos
A nova legislação também fecha brechas utilizadas anteriormente para reduzir a carga tributária. Práticas como abrir inventários em estados com alíquotas menores ou fragmentar doações tendem a perder eficácia.
Outro avanço envolve a tributação de bens no exterior. Agora, ativos fora do país entram na base de cálculo do ITCMD, ampliando o alcance da cobrança.
Planejamento sucessório se torna essencial
Diante desse novo cenário, especialistas apontam que o planejamento sucessório deixou de ser opcional e passou a ser estratégico.
Quem se antecipa evita surpresas financeiras e organiza melhor a transferência de patrimônio. Por outro lado, quem ignora as mudanças pode enfrentar custos elevados e processos mais complexos.
A recomendação é clara. Buscar orientação jurídica especializada se torna um passo fundamental para proteger o patrimônio e garantir segurança na sucessão.
Para mais informações sobre o tema, consulte fontes oficiais como o portal do Senado Federal
👉 https://www12.senado.leg.br
👉 https://www.gov.br/pt-br
A reforma já está em andamento. A questão agora não é se ela vai impactar, mas quanto ela vai custar para cada família.




Publicar comentário