Atriz Veggari abre o jogo sobre maternidade e se une a Angelique Boyer em decisão de não ter filhos
A artista hispano-brasileira reflete sobre a responsabilidade da criação e foca em sua evolução profissional
No cenário da dramaturgia contemporânea, onde as escolhas pessoais das mulheres são frequentemente alvo de escrutínio público, a atriz hispano-brasileira Veggari decidiu romper o silêncio e compartilhar sua visão sobre um tema ainda considerado tabu: a maternidade. Aos 29 anos, a artista revelou que, embora nutra uma profunda admiração pela jornada das mães, não pretende ter filhos neste momento de sua vida. A declaração repercutiu imediatamente, posicionando Veggari ao lado de ícones da teledramaturgia latina, como Angelique Boyer e Daniela Luján, que também utilizam sua influência para normalizar a escolha de mulheres que optam por não seguir o roteiro tradicional da procriação.
A Conexão com Ícones da Dramaturgia Latina
A fala de Veggari não é isolada, mas faz parte de um movimento crescente entre atrizes de destaque que buscam desmistificar a pressão social sobre o relógio biológico. Ao citar, ainda que indiretamente, o posicionamento de estrelas como Angelique Boyer — que já afirmou publicamente não sentir a necessidade de ser mãe para se sentir realizada — Veggari valida uma narrativa de autonomia. Boyer e Daniela Luján tornaram-se referências em debates sobre o tema, mostrando que a realização feminina pode estar ancorada em múltiplos pilares, como o sucesso profissional, o autoconhecimento e a liberdade de escolha.
Para Veggari, a identificação com essas atrizes reside na coragem de sustentar uma posição pessoal diante das expectativas externas. Em um relacionamento discreto e vivendo uma fase de ascensão na carreira, ela frequentemente se vê confrontada com a pergunta “quando vem o bebê?”. Ao responder com clareza, ela não apenas protege sua privacidade, mas também contribui para que outras mulheres se sintam confortáveis com suas próprias decisões, independentemente de quais sejam.

O Peso da Responsabilidade e o Foco na Carreira
Um dos pontos mais sensíveis da declaração de Veggari foi o reconhecimento da carga que a maternidade impõe, especialmente em profissões de alta demanda. A atriz destacou que sua decisão está intrinsecamente ligada ao respeito que possui pela função materna. Segundo ela, criar um filho exige uma entrega que, no atual estágio de sua vida, está direcionada para o fortalecimento de sua trajetória artística e para sua estabilidade pessoal.
“Eu admiro muito as mães. Tenho colegas atrizes com uma carga de trabalho pesada que ainda chegam em casa para cuidar dos filhos. Elas têm todo o meu respeito”, pontuou a artista. Essa fala revela uma consciência aguda sobre a “dupla jornada” enfrentada por muitas mulheres no setor audiovisual, onde os horários de gravação são incertos e a exigência emocional é constante. Veggari prefere, no momento, canalizar essa energia criativa para seus projetos e para a construção de uma base sólida antes de sequer considerar uma mudança de rota tão significativa.
Respeito à Jornada Alheia e o Futuro Aberto
Embora firme em sua posição atual, a atriz mantém uma postura madura e flexível quanto ao futuro. Veggari não descarta totalmente a possibilidade de ser mãe em outro ciclo da vida, mas reforça que a escolha deve ser pautada pelo desejo genuíno e pela prontidão, e nunca pela pressão social ou pelo medo do julgamento. Sua fala é um convite à reflexão sobre a empatia: admirar a escolha do outro sem necessariamente precisar replicá-la em sua própria realidade.
A trajetória de Veggari, marcada pela dualidade cultural de suas raízes hispano-brasileiras, reflete a mentalidade de uma nova geração de profissionais que buscam o equilíbrio entre a vida pública e os valores privados. Ao priorizar sua carreira e bem-estar, ela reafirma que o sucesso de uma mulher não é medido pela sua capacidade de gerar vida, mas pela sua habilidade de viver com autenticidade. O público, por sua vez, enxerga na artista uma voz necessária, que une talento artístico a uma postura firme e consciente sobre os rumos de sua própria história.




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