Cirurgia plástica em alerta: segurança e responsabilidade exigem atenção

Especialistas defendem protocolos mais rígidos e acompanhamento completo após procedimentos estéticos

A busca por procedimentos estéticos continua crescendo no Brasil. No entanto, casos recentes envolvendo complicações graves reacenderam o debate sobre segurança, protocolos médicos e responsabilidade no setor da cirurgia plástica.

Nos últimos meses, denúncias de sequelas permanentes e mortes após cirurgias consideradas eletivas ganharam repercussão nas redes sociais e na imprensa. Entre os episódios mais comentados estão o da influenciadora Mariana Tavares, que acusa uma clínica de falhas em intervenções cirúrgicas, e o da jovem Bianca Dias, de 27 anos, que morreu semanas após o procedimento, com suspeita de embolia pulmonar.  

Especialistas apontam que os casos expostos representam apenas parte de uma realidade ainda pouco mensurada. Muitos processos seguem sob sigilo nos conselhos de medicina e na Justiça. Consequentemente, a dimensão dos riscos acaba sendo mais difícil de calcular.  

Crescimento do mercado exige mais controle

O Brasil permanece entre os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo. O avanço da estética, impulsionado pelas redes sociais, ampliou a procura por procedimentos corporais e faciais. Entretanto, o crescimento acelerado também elevou a pressão por padrões mais rígidos de segurança e acompanhamento médico.  

Nesse cenário, clínicas e hospitais que oferecem suporte integral ao paciente passaram a ganhar destaque. Um dos exemplos é o ARC Day Hospital Premium, que aposta em estrutura própria e atendimento multidisciplinar.

À frente da instituição, o empresário Wenzo Nunes afirma que o diferencial está na experiência completa da paciente, desde a primeira consulta até a recuperação final.

“Eu quero que ela se sinta cuidada do momento em que chega até o último retorno. Não é só sobre o resultado. É sobre não precisar se virar, não precisar buscar nada fora, não ficar sem resposta”, declarou.  

Segundo ele, o conceito da unidade consiste em centralizar toda a jornada do paciente em um único espaço, com acompanhamento contínuo e suporte especializado.  

Pós-operatório ganha protagonismo

Outro ponto que passou a preocupar especialistas envolve o pós-operatório. Médicos defendem que muitos problemas surgem justamente após a alta hospitalar, quando o paciente deixa de receber monitoramento adequado.  

Para Wenzo Nunes, essa etapa influencia diretamente no resultado da cirurgia.

“Muita gente passa por um procedimento cirúrgico e não tem o acompanhamento devido no pós-operatório. Isso é mais comum do que se imagina. E o pós-operatório é parte do resultado”, afirmou.  

Ele também destaca que estrutura hospitalar e suporte técnico fazem diferença durante a recuperação.

“Se você não tem câmara hiperbárica, soroterapia e retornos estruturados, você não tem um processo. Você tem só uma cirurgia.”  

Debate vai além da estética

Especialistas reforçam que a discussão atual não envolve apenas o resultado visual. A relação entre expectativa, informação clara e acompanhamento médico passou a ocupar posição central no setor.  

Além disso, médicos lembram que existe diferença entre complicações previstas e possíveis erros médicos. Porém, muitos conflitos surgem justamente nessa linha delicada entre risco cirúrgico e falha de assistência.  

Por isso, pacientes têm buscado cada vez mais clínicas que ofereçam transparência, suporte contínuo e estrutura hospitalar adequada. O movimento sinaliza uma mudança importante no mercado estético brasileiro: menos foco em volume e mais atenção à segurança e à experiência completa do paciente.  

Apresentador, jornalista e influenciador com vasta experiência em conectar marcas, pessoas, empresas e negócios. É CEO e Editor-chefe do portal “The Date News”, sendo uma figura presente e atuante nos meios artístico e corporativo.

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