“Eu nunca tomei café” diz Danilo Rasquinho em experiência sensorial com a Rainha do Café Gelma Franco no Il Barista
Jornalista estreia quadro “Eu nunca” e mergulha no universo dos cafés especiais em São Paulo
Danilo Rasquinho deu início a um novo momento em sua trajetória como comunicador. Ao estrear o quadro “Eu nunca”, o jornalista escolheu um tema inusitado e surpreendente. “Eu nunca tomei café” afirma Danilo Rasquinho, ao revelar ao público sua primeira experiência com a bebida mais consumida do Brasil. O cenário escolhido foi a torrefação e escola de cafés especiais Il Barista, comandada pela Rainha do Café, Gelma Franco, em São Paulo.
Uma experiência que vai além do hábito
Logo no início da visita, Danilo Rasquinho se deparou com um universo desconhecido. A proposta da casa vai além de servir café. O espaço oferece uma jornada sensorial completa, que inclui aromas, sabores, acidez e corpo da bebida. Tudo é explicado de forma prática e didática.
Gelma Franco apresentou o coração da produção. Trata-se do torrador de café, equipamento responsável por transformar o grão verde, vindo diretamente das fazendas, no produto final. Segundo ela, muitas pessoas acreditam que o café já chega pronto para consumo, o que não corresponde à realidade.
A especialista destacou que toda a produção é feita no local. Isso garante controle de qualidade e permite a criação de cafés autorais. Danilo Rasquinho experimentou, pela primeira vez, um café produzido integralmente dentro da torrefação.

O choque de realidade sobre o café tradicional
Durante a degustação, o jornalista participou de uma análise comparativa com três xícaras. Duas continham cafés especiais. A terceira representava o café tradicional consumido pela maioria dos brasileiros.
Gelma Franco trouxe um dado impactante. Um pacote de 300 gramas de café industrial pode conter até 400 defeitos. Esses defeitos incluem impurezas como folhas, gravetos e até resíduos indesejados. Para mascarar essas falhas, a indústria utiliza torra excessiva, criando o chamado café extra forte.
Esse processo altera o sabor e leva o consumidor a adicionar açúcar ou leite. Assim, esconde-se a baixa qualidade da bebida. A explicação provocou uma mudança imediata na percepção de Danilo Rasquinho.

Conhecimento que transforma o paladar
A experiência marcou um ponto de virada. “Eu nunca tomei café” afirma Danilo Rasquinho, agora com uma nova visão sobre o produto. Ele deixou claro que não pretende consumir café de baixa qualidade novamente.
Gelma Franco reforçou que o conhecimento é a chave para transformar o consumo. Segundo ela, quando o consumidor entende o que está bebendo, passa a exigir mais qualidade. Esse movimento impacta toda a cadeia produtiva.
A especialista também destacou o potencial do Brasil. O país é um dos maiores produtores de café do mundo. No entanto, grande parte dos melhores grãos é exportada. Para ela, iniciativas como a Il Barista Cafés Especiais ajudam a mudar esse cenário.

Educação e valorização do café brasileiro
A unidade da Il Barista Cafés Especiais visitada por Danilo Rasquinho funciona como torrefação e escola. Localizada na Rua do Consórcio, 191, Vila Nova Conceição, em São Paulo, oferece cursos e experiências abertas ao público. Não é necessário ser profissional. Basta ter curiosidade ou interesse.
Todos os sábados, o espaço promove aulas de degustação sensorial. A proposta é democratizar o acesso ao conhecimento sobre cafés especiais. Dessa forma, mais brasileiros passam a valorizar o produto nacional.
A experiência também reforça um ponto importante. O Brasil não apenas produz café em grande escala. O país também oferece alguns dos melhores grãos do mundo.
Um novo olhar sobre o consumo
Ao final da visita, Danilo Rasquinho destacou a importância de valorizar produtores locais e produtos nacionais. A vivência mostrou que o café pode ser muito mais do que um hábito diário.
A estreia do quadro “Eu nunca” já entrega um diferencial. Ao se colocar como protagonista da experiência, o jornalista aproxima o público de temas que passam despercebidos no cotidiano.
Mais do que provar café pela primeira vez, Danilo Rasquinho abriu um debate necessário. Afinal, o que o brasileiro realmente consome quando diz que está tomando café?




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