‘O filme 45 dias foi feito para ajudar as pessoas’, diz Roger Chedid ao lado de Olivetti Herrera
História real de superação ganha força no cinema com emoção, fé e homenagem familiar
Durante os bastidores do filme 45 dias, o jornalista e apresentador Danilo Rasquinho conversou com Roger Chedid e o ator Olivetti Herrera sobre a produção inspirada em uma das histórias mais impactantes do cinema nacional recente. O longa acompanha a trajetória de Roger após descobrir que viveu durante anos com o pescoço quebrado.
Acidente mudou completamente a vida do atleta
Roger Chedid revelou detalhes sobre o acidente que transformou sua vida. Ex-atleta de saltos ornamentais e mestre de Kenpo Havaiano, ele sofreu uma grave lesão durante uma apresentação esportiva.
Na época, Roger Chedid acreditou que o problema não era grave. Após receber atendimento inicial, seguiu normalmente sua rotina intensa de treinos e competições.
Porém, anos depois, os sintomas começaram a surgir. Dores constantes, limitações físicas e sinais neurológicos levantaram suspeitas médicas preocupantes.
Inicialmente, profissionais chegaram a considerar doenças degenerativas. No entanto, um exame revelou a verdadeira causa dos sintomas. Roger Chedid vivia com a cervical quebrada havia 17 anos.
Os 45 dias que inspiraram o filme
A descoberta trouxe uma decisão extremamente delicada. Médicos alertaram que a cirurgia apresentava alto risco e poderia ser fatal.
Diante da situação, Roger Chedid pediu um prazo de 45 dias antes do procedimento. Segundo ele, aquele período serviria para se despedir da vida.
No entanto, os dias acabaram se transformando em uma jornada de reflexão, fé e reencontro pessoal. O atleta afirmou que aqueles foram os melhores dias da sua vida.
A experiência deu origem ao nome do filme e se tornou o principal eixo emocional da narrativa.
Olivetti Herrera vive irmão marcante na trama
No longa, Paulo Vilhena interpreta Roger Chedid, enquanto Olivetti Herrera assume o papel de René, irmão mais velho do protagonista.
Segundo o ator, o personagem representa uma figura fundamental na trajetória de Roger. René acompanhou o irmão durante o processo cirúrgico e esteve presente nos momentos mais difíceis.
Olivetti Herrera revelou que recebeu o convite com emoção. René já faleceu, e o ator enxergou no papel uma forma de homenagear a memória da família.
Para construir o personagem, ele conversou longamente com Roger e mergulhou na história familiar. O objetivo foi transmitir humanidade, afeto e verdade em cena.
Filme aposta em emoção e inspiração
Durante a entrevista, Roger Chedid resumiu a essência da produção ao afirmar que “o filme foi feito para ajudar as pessoas”. Além do drama pessoal, o longa aborda temas como fé, gratidão e superação. A produção busca mostrar que momentos difíceis podem transformar vidas.
Olivetti Herrera também destacou a importância de valorizar histórias brasileiras inspiradoras. Segundo ele, o cinema nacional vive um momento positivo e precisa ampliar suas narrativas.
Produção já mira festivais internacionais
A equipe de 45 dias pretende levar o filme para festivais fora do Brasil antes da estreia nacional. A estratégia busca fortalecer a presença do cinema brasileiro no mercado internacional.
O longa reúne nomes conhecidos do audiovisual brasileiro e aposta em uma narrativa emocional baseada em fatos reais .
Com expectativa crescente, o projeto promete emocionar o público e abrir espaço para discussões sobre saúde, fé, família e resiliência.




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