Projeto “Isso Não É Jazz & Blues” celebra a cena independente em sua sexta edição anual

Com apoio da Lei Aldir Blanc, iniciativa paralela ao festival oficial valoriza talentos locais e reforça a efervescência cultural de Rio das Ostras

Quem frequenta a Lagoa do Iriry durante o tradicional período de festivais em Rio das Ostras sabe que, para além dos palcos monumentais, existe uma intensa e vibrante movimentação artística acontecendo de forma autêntica. É precisamente nesse território de encontros, improvisos e trocas culturais profundas que o projeto “Isso Não É Jazz & Blues” construiu sua identidade sólida e reconhecida. Idealizado pelo artista Diogo Spadaro, o projeto chega agora à sua sexta edição, reafirmando o compromisso de oferecer uma alternativa pulsante para artistas da cidade e de regiões vizinhas durante os dias em que a cidade respira o clima do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

Uma Provocação que Virou Movimento Cultural

“O nome já nasce como uma provocação necessária”, explica Diogo Spadaro, o idealizador da iniciativa. A proposta central da marca sempre foi demonstrar que existe uma cena artística potente e autossustentável acontecendo à margem do circuito principal. Ao criar espaços de encontro, experimentação sonora e convivência direta entre artistas e público, o projeto rompe as barreiras do entretenimento convencional e propõe uma ocupação cultural baseada na liberdade criativa. Em 2026, essa missão ganha um impulso decisivo: o projeto foi contemplado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, via Ministério da Cultura, o que permite ampliar as possibilidades de fomento à cena independente da região.

Para os interessados em acompanhar de perto essa imersão cultural, o evento acontece nos dias 4, 5 e 6 de junho de 2026, sempre a partir das 15h, ocupando o Quiosque NKR, estrategicamente localizado ao lado do palco oficial da Lagoa do Iriry. A programação foi pensada para abraçar o público com qualidade e diversidade: no dia 04/06, Thati Dias abre os trabalhos; no dia 05/06, é a vez de Cláudia Falcão subir ao palco; e no dia 06/06, o encerramento fica por conta de Raquel Dimar. Todas as apresentações contarão com o acompanhamento da banda Freetação, que tem se destacado por uma sonoridade que transita com fluidez entre o jazz e a música afro-diaspórica, transformando cada performance em uma experiência única, construída em tempo real com o público.

Foto: Divulgação

Identidade Sonora e Coletividade

A banda base, que é a alma do projeto, traz um time de músicos talentosos formado por Diogo Spadaro (voz e guitarra), Denisson Caminha (bateria e SPD), Negão Jazz Bass (baixo), Brenddon Miranda (saxofone) e Sabatuk (percussão). Essa união de talentos garante que o “Isso Não É Jazz & Blues” cumpra seu papel de oferecer música de alta qualidade com um DNA totalmente independente. A curadoria, ao unir cantoras potentes da cena local a instrumentistas de grande versatilidade, garante que o palco seja um espaço de celebração da produção artística da região.

Valorização da Produção Local

Muito além de um evento paralelo, o projeto se consolidou nos últimos anos como um espaço vital para a circulação artística e para o fortalecimento da produção cultural regional ao longo de todo o ano. Ao dialogar diretamente com a efervescência de Rio das Ostras, a iniciativa reafirma a importância de valorizar quem constrói a arte local diariamente. É um chamado para o público reconhecer que, por trás da grandiosidade dos festivais, existe um tecido cultural rico que merece ser preservado, incentivado e celebrado. O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com execução da Prefeitura de Rio das Ostras, através da Fundação Rio das Ostras de Cultura, e conta com o apoio estratégico de Habithati, Fiação e Artmanha, consolidando-se como um patrimônio da cultura independente fluminense.

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